
Grey’s conseguiu terminar sua primeira metade de uma forma positiva. Estável. Mas a queda de qualidade desde “I Saw What I Saw” mostrou que a temporada começa a perder um pouco o rumo. A fusão já perdeu sua força de antes. Izzie já está longe da zona de risco do câncer incurável. Meredith voltou a ser aquela coisa de sempre: a pessoa que não faz juz ao seu cargo de protagonista. Mas tá tudo aceitável, apesar de tudo.
Desde Arizona’s Anatomy o meu gosto pelo casal feito por ela e Callie ficou um pouco abalado. Não gostei do episódio. Não mesmo. Ficou muito no chororô de Arizona por um paciente que para mim nem foi assim tãão carismático (ok, choraminguei com a morte dele ). Mas a fofura das duas consegue pagar os pecados de alguns erros – como Callie tendo que dizer para cada pessoa que aparece que está com mulheres… Para que isso? Ou Arizona tendo que sempre ser a voz da razão. Perfeitinha, sem falhas. Cansa um pouco. – , ou só eu achei lindo as duas se beijando na hora de fazer a comida da ceia de Natal?
Mas um casal que me surpreendeu nos dois últimos episódios foi Christina e McArmy. Como assim? A minha repulsa pelos dois passou para fascínio! Falo sério. Tudo que eles precisvam era de uma conturbação mais pé no chão. Por que quando foi que seu último namorado te enforcou no meio da noite porque teve um pesadelo? O flertezinho de outra vida dele deu o tom mais próximo da gente e ainda pôs o medo em Christina que ela não tinha há um bom tempo. A nova médica é legal e amei a forma como a fizeram. Ela gosta de McArmy, mas deixa quieto sua paixão porque sabe que ele está com Yang. E é bem construída. Tem seus problemas com a guerra e tal, mas não é uma louca. É dura, doce, engraçada e rude quando precisa. A cena onde ela puxa Yang para o paciente morto que Christina acabou de comemorar ter falecido mais pro final do 10º episódio mostra isso.
Para mim, depois que toda a história de fusão, novos médicos, saída de George (lembram desse?), ausência de Izzie e Mer, ficava óbvio que o foco da temporada seria na renovação, novos personagens e relevância de certos personagens antes bem mal aproveitados. Os novos Mercy West’s guys estão ótimos na minha ficha. São chatinhos, rabugentos mas uns amores por dentro. Meu tipo preferido. Mas se alguém aproveita muuuito com essa remexida na série é Little Grey junto com McSteamy. E a filha dele, né? Depois de finalmente dar um passo para virar um homem, McSteamy levou um baque tendo que lidar com sua querida filha grávida. Os dois para mim vão contruindo a relação talvez mais cômica da história da série. Calmamente, tijolinho por tijolinho eles vão errando, acertando, se ferrando e se surpreendendo mais e mais com o que a diferença de idade dos dois pode trazer. Little Grey pode até estar levando de boa a mais nova pimpolha de McSteamy, mas não me surpreenderia se houvesse uma recaída de confiança – ou ciúmes – entre o casal.
E tem a trama sofrível do Chief, né? O cara simplesmente tem que sair urgente da série, porque nunca, repito, NUNCA, ele teve uma história realmente boa e relevante para o andar da série. Sempre foi o chato, que nega cirurgias para pacientes que mais precisam, que dá bronca em todo mundo e agora é um velho bêbado. No entanto o que me dá mais raiva é que a trama está dando a dizer que o mais com potencial para ser Chief 2.0 é McDreamy. Hun? Quedê Baley? Mas não importa muito. Só sei que não vai dar para mim aguentar muito mais tempo com o mala do Chief.
A série chegou num ponto onde eu não sei muito do que esperar, a não ser episódios muito bons, porém com tramas isoladas. O que pode ocorrer? Precisamos de um grande acontecimento que dê continuação para algo grandioso para essa temporada. Casamento não dá mais, né? Seria criatividade de mais para minha pessoa. A sensação que fica é que Grey’s ano a após ano vai entrando em um beco sem saída. Mas a tal de Shonda Rhymes consegue nos surpreender quando menos imaginamos. E torço para que em 2010 algo tão chocante como o “Oh, God! It’s George!” ocorra. Algo que me faça roer as unhas, puxar cabelos, sofrer… E me fazer sentir orgulho de assitir Grey’s.
Até Janeiro, Seattle Grace.






